Inés O’Farrell, nascida em Buenos Aires, formou-se na Escuela Nacional de Bellas Artes Prilidiano Pueyrredón.
Participou do workshop de Rosa Frei, do workshop de Marcia Schvartz e atualmente está participando do workshop de Psicologia da Forma de Oscar Cesar Mara.
Entrevista
O que é arte para você?
É uma manifestação e uma necessidade vital da alma humana.
Como você abordou a arte?
Sempre incorporei o desenho e a pintura em minha vida. Na busca por um lugar para estudar, entrei na Escola de Belas Artes Ernesto de la Carcova pela primeira vez. Fiquei paralisado quando vi uma cópia de David e, por dentro, senti que aquele era o meu mundo.
Que coisas a inspiram?
O mundo feminino, a violência de gênero, a dor que dilacera e a solidão do meu mundo interior.
Que temas são recorrentes em seu trabalho?
A alma feminina, seus cantos, seus recantos profundos e escuros, sua exuberância, seu sangue, sua umidade e suavidade.
Como é o seu processo de produção?
Trabalho em minha oficina em casa e ela se baseia na escola de psicologia da forma de Juan Batlle Planas. O processo criativo é baseado em traços que combinam atos do inconsciente com a busca de expressões figurativas.
Como você definiria seu trabalho em termos de tradição, estilo, escola ou corrente?
Figurativo, alternando com expressões realistas emolduradas em um universo lírico e poético, com imagens poderosas que dialogam com um profundo mundo onírico e fantástico.
Quais são suas referências artísticas?
Egon Schiele e Oscar Cesar Mara.
Que artistas de gerações anteriores e posteriores lhe interessam?
Rembrandt, Caravaggio, Goya, Francis Bacon, Jenny Saville, Zimou Tan, Roger Mantegani, Marlene Dumas, Adrian Ghenie, Gabriela Bodin, Craig Hanna, Carlos Alonso e Marcia Schvartz.
O que você gostaria que sua arte trouxesse para o mundo (ou para aqueles que a observam)?
Sensibilidade.